“Fecham-se as cortinas e encerra-se o espetáculo”.
Talvez fosse desta forma que nosso saudoso e palestrino Fiori Giglioti pronunciasse a saída de Valdívia do Palmeiras.
Nosso Mago se vai, exatos dois anos após pisar em um Palmeiras que tentava se reerguer com ídolos veteranos e uma torcida esperançosa.
Mas deve sair com a sensação de dever cumprido, de ter feito durante seu curto e brilhante período na Academia tudo aquilo que se espera de um ídolo.
Ironizou os rivais, enganando-os com chutes que pareciam mirar a bola mas não, iam direto ao vento mesmo. Humilhou zagueiros e volantes que sem recursos para pararem-lhe a bola miravam suas pernas, suas costas, seus tornozelos.
Teve que brilhar mesmo sendo perseguido pelos adversários, pelos árbitros e quem diria, pelas canetas ferozes de pessoas que deveriam prezar pela imparcialidade em suas profissões.
Neste tempo amargou o banco de reservas, o corte de sua seleção nacional, foi vendido e logo iria estrear pelo SPFC, fez gols, foi campeão.
Como se não bastasse, como não é permitido aos ídolos faltar, esbanjou carisma e honestidade que logo conquistou o exigente coração de todos os palestrinos.
Usou a mesma mágica camisa 10, privilégio apenas daqueles que são capazes de coisas inimagináveis, destinada apenas a jogadores que enxergam um atacante onde ninguém mais o vê, conduzem a bola como ninguém mais é capaz.
E mesmo que muitos relutem em concordar, são estas as características que forjam um craque. Nosso craque, Valdívia, está indo. Talvez retorne a sua morada um dia, talvez não. Mas temos certeza que em mais uma alma a emoção de ser palmeirense conquistou um espaço único.
Boa sorte Mago.
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
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2 comentários:
Um belo texto. Um dia triste...
Giocondo, e nosso projeto, hein?
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