Desde 1973 o Palmeiras não vencia o Cruzeiro no Mineirão, por um campeonato brasileiro. Desde de e única vez, vale a ressalva.
Pois Diego Souza dominou a bola no peito uma, duas vezes e sem deixá-la tocar no chão encheu o pé e simplesmente ignorou este tabu, que como qualquer outro, não passa de linguiça para se encher as precárias páginas de noticiários esportivos.
O Palmeiras foi mais do que um time vencedor nesta tarde, foi heróico, vibrante e frio como deve ser um candidato, e porque não favorito, ao título.
O jogo começou equilibrado e bom para os dois lados, com estádio cheio (46mil) e muitas chances de gol. As equipes extremamente concentradas em busca da vitória. E um gol marcado no finzinho do primeiro tempo foi o suficiente para fazer esse forte Palmeiras crescer e controlar o jogo nos 15 primeiros minutos da segunda etapa.
Até Lenny. Expulso pela falta de maturidade (o que deve melhorar com o tempo) e falta de inteligência (aqui foi pro espaço já).
E não é força de expressão dizer que ficamos 30 minutos acoados. Encolhidos como se estivéssemos ganhando uma final de Libertadores e já nos acréscimos. Não trocamos passes, chutes ao gol apenas um de Leandro em magnífica defesa de Fábio. Ataque contra defesa.
E não havia mais o que fazer. O resultado era suficientemente bom para se agradecer o resto do ano, da década talvez. Ganhávamos com razão, com um a menos e com um postura defensiva louvável.
Destaque, claro, para São Marcos, um gigante. Sandro Silva foi perfeito também e Diego Souza mostrou que sabe jogar e que pode sim ser decisivo. Basta querer.
No fim das contas, todos foram destaque. Exceção óbvia a Lenny. Granja não apareceu muito mas jogou sério, como sempre faz. E até mesmo Martinez, o nulo, apresentou-se em ótima jornada.
Três pontos do líder apenas, jogo contra o fraquíssimo Vasco em casa na próxima rodada e promessa de Palestra Itália cheio. O título se desenha próximo como jamais esteve este ano. Está em nossos pés.
Rumo ao Penta! Ou Enea como quer o amigo Raphaello, graças a Deus livre dos problemas de saúde que o acometeram nas últimas semanas. Ou Deca (se entrar na conta a Copa do Brasil 98).
Sim, porque considerar título Brasileiro apenas o que vem após 1971 é ignorar a História do futebol, algo imperdoável, mas que espero que me perdoem. Portanto,
Rumo ao Enea!
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
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5 comentários:
Diego Souza, com a bola nos pés, me lembra cada dia mais o Rivaldo: vai tentar desarmar o cara...
O apelo agora, caro amigo, é que aquela parte da torcida que fica abaixo das cabines de transmissão ou fiquem em casa ou vão para o campo torcer. Assim não vacilaremos mais, nem contra o Vasco, nem contra o Grêmio, nem contra ninguém.
Tô sentindo um cheirinho de título...
será que é pedir demais 5 vitórias seguidas? hehe...
rumo ao Penta! depois partimos para outra.... um degrau de cada vez... rs
verdaços.
Partidaço do Palmeiras!!!! Foi de arrepiar ver o Marcão batendo a mão nas veias. Martinez na zaga com cobertura do Mauricio foram perfeitos, jogando com raça e técnica. Pena o lenny ser tão fraco... ele simplesmente tropeçava na bola... infelizmente lenny não tem condições de jogar no verdão.
Em 73 o Palmeiras ganhou do Cruzeiro no Mineirão 1X0 gol de Edu "Bala" (camisa 7) e, naquele ano, foi campeão brasileiro.
Só pra constar.
Será que após a matada de peito do Diego e o gol, os tais da cronica esportiva tupiniquim repararam na diferença do gol de empate do Gremio??Ou tem que desenhar??
E acabou a cota de perdas de pontos bobos no palestra.....pobre Vasco.
Agora vai....tem que ir,porra!
saudações a todos.
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