
Eu odeio o São Paulo.
Isso é natural até, nada além se espera de um fanático torcedor palmeirense em tempos como o que vivemos. Mas quando eu falo que odeio, compreenda que chega a tal ponto que começo a simpatizar com o Corinthians e vê-los de forma diferente.
Pois é, a situação é grave. Não sei precisar quando isso tudo começou, mas sei que logo acaba. Não tardará, porque de pequenos ciclos se construiu a estória, com E mesmo, deste time sem alma, e assim que mais este se encerrar voltaremos a nos preocupar com quem devemos, porque é assim desde 1918 e assim será pelo resto de nossas vidas.
Mas devo admitir que, até lá, ganhar das meninas é o que me faz mais feliz e aliviado.
É bem provável que algum bambi veja isso e ache que a razão foram as inúmeras conquistas nos últimos anos, as eliminações em Libertadores, o que quer que seja, mas acreditem, passa longe de tudo.
O asco ganha força com a diretoria da ditadura militar, a torcida vergonhosa, VERGONHOSA, com seus cânticos nitidamente homossexuais, a prepotência dos seus seguidores.
Muitas vezes tenho a certeza que eles buscam um rival em SP, afinal de contas, no futebol de nada vale uma infinidade de títulos se no fundo não se sabe a razão para ganhá-los. Os títulos enchem sala de troféus, trazem torcedores passageiros, dão dinheiro e reconhecimento, mas não criam uma identidade. Aqui eu paro de discorrer sobre as bonecas.
A foto acima é do clássico do Paulistão deste ano. O "Bem Vindas Gatas" deste último jogo não encontrei em lugar algum.
Sobre o jogo, eu apenas desejaria mais 5 minutos daquele Palmeiras gigante contra o time acovardado. Mais duas bolas na área, mais uma no pé de Kléber. Era o que precisávamos para a vitória, tenho certeza. Mas ficou de bom tamanho depois do péssimo primeiro tempo.
O destaque, como deve ser, Kléber, nosso gladiador, um atacante que não vejo igual no Brasil desde, sei lá, Chulapa, que bate, toma porrada, mas sempre está de pé pronto para a próxima batalha.
E outro efusivo destaque para nossa torcida, sempre maravilhosa. Torcida com alma, com história, esperançosa. Não desistimos e fomos recompensados com garra e luta até o último lance.
Outro que passou despercebido e merece toda nossa admiração: Gustavo. Jogou muito, e mais, mostrou a Dagoberto como é feito o futebol e o que merecem pessoas desleais como ele. Nosso gurreiro lá na zaga.
Se o campeonato complicou e o título ficou um pouquinho mais distante, não importa. O que vale mesmo é que vi ontem um Palmeiras que se impôs, que lutou muito e só nçao teve melhor sorte graças ao árbitro vetada pelas bonecas.
Porque lá é assim, futebol se ganha nos bastidores e torcedores se ganha com marketing. Deixe a paixão para os italianinhos e a corja do Bom Retiro.
Melhor assim. É só isso que me importa, nada mais.
Volta Corinthians!