domingo, 24 de maio de 2009

Hoje eu tive vergonha...

Primeiro do que fizeram com nosso torcedor, ao cobrar novamente os abusivos R$40 para um jogo no começo do campeonato.

Bem nós que ridicularizamos, e com razão, a torcida bambi por públicos mesquinhos em seus jogos, não conseguimos mais do que exatos 12.000 pagantes, assim mesmo, sem uns 34 gatos pingados pra fingir a conta, ao contrário dos 15 mil que tinham sido noticiados ontem na imprensa e bla bla bla.

Acho que nesse caso vale que o responsável pela estratégia de preços praticadas se identifique e assuma o erro. Que essa entidade "exista", para que não fique o papo da "diretoria de futebol fez ou não"...

Mas minha vergonha ainda ganhou corpo com a escalação que vimos entrar em campo hoje. Uma formação COVARDE, para enfrentarmos um time em frangalhos. Uma verdadeira borrada nas calças do Sr. da foto, aquele que ganha por mês o suficiente para comprar 12.500 ingressos de arquibancadas, mesmo ao preço abusivo de hoje. Vejam vocês amigos, é mais gente do que pisou no Palestra hoje. Mesmo se somarmos os 23 não pagantes (que maravilha ser não pagante hein?).

Sobre o jogo eu até pulo, tem gente por aí que escreveu melhor do que eu. Vale o destaque, claro, para a operação cirurgica, mais uma vez. Mas nada novo e que se repitirá mais uma enormidade de vezes, até que alguém com culhões esmurre alguma mesa, só para que algumas almas passadas possam dormir tranquilas.

E por fim, caros amigos, o nosso treinador, aquele dos 12.500 ingressos, conseguiu citar Rogério Ceni por seis vezes na entrevista coletiva pós-jogo, isso mesmo, seis vezes, mesmo sem ter RC em campo ou sequer ter sido perguntado de algo por alguém da imprensa. Pelo menos do Hernanes ele não falou hoje, o que deve ser um avanço.

E é por isso que reforço, hoje, com muita culpa, sou obrigado a assumir: tive vergonha do Palmeiras.

Porque nem tudo nessa vida, neste meio chamado futebol, se resumem a títulos e conquistas. Um pouco de respeito e vergonha na cara fazem muito bem.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Querem reconstruir o hímen

Não me lembro ao certo, mas deve ter sido em alguma aula de Ciências, da sexta série, em que aprendi do que se tratava esse tal de hímen.

Pra refrescar a memória dos alunos mais displicentes, nada mais é do que uma membrana que as mulheres perdem junto com a virgindade, mas que, quem diria, pode ser reconstruída com alguma intervenção cirúrgica.

Mas o fato é: reconstruindo-se ou não, a moçoila já não é mais virgem. Nem na parte técnica e muito menos na prática. Foi-se.

E é aqui que entram nossos queridos auditores do STJD. Eles querem devolver a virgindade pro futebol, aquela coisa quase pura e inocente, ditada pelos bons costumes que sequer existiu, na prática, um dia.

Não escrevo isso apenas pelo julgamento de Diego Souza, que a imprensa achou um absurdo. Nem pela possível cotovelada de Dentinho, ou o puxão de cabelo (vejam só onde chegamos) de Ronaldo.

Não deve fazer muito tempo que jogador enfiava, literalmente, o dedo no cú do rival. Embora possa ser considerado doping quando feito contra aquela equipe, ninguém era expulso por isso. Não se solicitavam imagens do jogo, o juiz sequer garranchava na súmula. Foda-se, é dentro do campo, fica dentro do campo.

E hoje, dia após dia, somos obrigados a conviver com tanta expectativa nos julgamentos quanto nos campos. Sinceramente, jamais me imaginei acompanhando julgamento de atleta em tempo real pelo site do STJD. Torcendo. Percebem o grau de loucura?

Mas essa é nossa nova realidade. Depois dos desmandos desses senhores engravatados, que gastam seu precioso tempo com picuinhas em futebol ao invés de julgar temas muito mais relevantes, eles se veem em um caminho sem volta. Não podem fazer vistas grossas ao que acontece esse ano após as palhaçadas de 2008. E a coisa, que começou pontual, virou profissão pra muitos.

Não sei quem ganha com isso. O futebol, certamente, não tira nada de bom. E assim vamos pasteurizando esse maravilhoso esporte em produto para o Pay Per View e alegria de jornalistas vagabundos. Que diga-se de passagem: assim como nossos queridos auditores do STJD nunca sentaram a bunda em uma arquibancada de cimento.

Mas que devem gostar de um dedo no cú, ah, disso não tenho dúvidas.

sábado, 9 de maio de 2009

Um país que se cala

Primeiro, que fique claro:

OS CLUBES MEXICANOS NÃO ABANDONARAM A LIBERTADORES.

Eles foram excluídos, porque o que a Conmebol, CBF e os Ratos fizeram obrigaram a decisão.

Aos clubes mexicanos não restava nada, exceto a absurda decisão de decidirem em um jogo só, NA CASA DOS OUTROS. Não deram escolha, não ofereceram um campo neutro, sequer continuaram com a hipótese de se jogar no Uruguai, quando fosse o Chivas mandante, e Brasil, quando fosse o San Luiz. Não, nada disso aconteceu. De forma arbitrária, DITATORIAL, excluiram os mexicanos da competição.

Agora o problema parece resolvido. Sem ter que enfrentar o Chivas, o São Paulo passa ileso por um difícil adversário, sem risco de contusões (e lembrem-se: eles estão sem 5 titulares machucados), sem risco de expulsões. Azar do Cruzeiro, que pega um time completo, o que não seria o caso hoje. Sorte dos bambis, que podem escalar o que tem de melhor nas 3 primeiras rodadas do Brasileirão.

Não acredite também, no que os assessores de imprensa espalhados pelas redações de jornais falam. É perigoso jogar no México no momento? É, concordo. Mas não é nada mais seguro enfrentar esse terrível mosquitinho da imagem. Não é exagero, é fato.

O ponto novamente, não se trata das decisões de A ou B. A Conmebol é um antro, coisa da mais suja mesmo. Certa vez me disseram que eu não tinha idéia da força do SPFC nos bastidores da entidade. Pois agora eu tenho.

Aos mexicanos, nossas condolências por atitude tão desonrosa. Nós, brasileiros, não somos assim. Mas os bambis sim. São a cara do desprezo, da vitória a qualquer custo. Não prestam, nunca fizeram questão de esconder isso. Jogaram uma final de Libertadores em campo neutro em 2005. Ganharam 3 brasileiros seguidos de forma que até a Juventus de Turim se envergonharia. Roubam jogadores, simulam pilhas, tossem com o peido dos coleguinhas de vestiário e ainda ganham reportagens bonitinhas, como essa aqui, no amigo Barneschi.

Fazem tudo, mandam e desmandam, cagam na cabeça dos torcedores, se viram contra entidades e ainda reclamam da arbitragem. Mas o pior não é nada disso.

O pior é que esse país de merda se cala.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Esclarecimentos

No último post recebi dois comentários que merecem um esclarecimento, muito embora eu seja um daqueles que tem certa preguiça dessas coisas, ainda mais quando os questionamentos são, digamos, falaciosos.

De qualquer forma, em respeito aos que se prestaram a ler e comentar, deixo aqui minhas explicações.

O primeiro é do Beto Farias:

"Eu estava lendo respeitosamente o site do Palmeiras. Aí caí aqui neste blog. Pensava que se tratava de um jornalista, torcedor do palmeiras sim, porém coerente e educado. Na minha desatenção comecei a ler "sobre porcos e ratos". Que decepção! Rapaz, tu colocastes até um título sugestivo, como se fosse fazer uma crônica inteligente. Que descaso! Veja, você pode ser torcedor e blogueiro, mas quando é desrespeitoso com um time , com um povo...perde a razão..perde a credibilidade. Assim como eu perdi o meu tempo."

Vou por tópicos pra facilitar:
- Não sou jornalista, mas penso que isso não representa absolutamente nada a alguém que queira falar sobre seu clube de coração. Assim como "ser jornalista" não faz alguém ser mais educado ou coerente. Exemplos existem aos montes, basta que você acompanhe a mídia tradicional e me dará razão. A propósito, sou publicitário.
- Não fui desrespeitoso com um povo. Gostaria que marcasse uma passagem em que falei mal de Pernambuco, ou dos nordestinos. Não vou nem vir com aquele papo "que tenho amigos e parentes nordestinos" porque é apelação, coisa de quem não argumenta. Não falei uma só palavra sobre o povo, apenas pessoas e clube, e estas sim, não merecem minha consideração. Por favor, releia.
- Falei mal do Sport sim, admito. Mas isso não se trata de desrespeito, apenas opinião. Você pode, e até deve, achar minha opinião um lixo, eu aceito. Mas, infelizmente, é isso que o Sport é. E eu lamento, porque o Nordeste merecia ter clubes maiores.
- Preconceito, por sinal, é o que muitos Pernambucanos, encabeçados por Gulherme Beltrão, falam. Basta uma atravessada, uma palavra mal colocada e pronto, os "sulistas" não respeitam o povo de Pernambuco. Belluzzo disse que a zaga de vocês é lenta e tome "Belluzzo preconceituoso". Quer dizer que quando nosso ilustre presidente comenta isso, os torcedores do Santa ou Náutico, se melindram? Será mesmo? Ou será que essa síndrome xenofóbica inversa atacou vocês? A bem da verdade, cagamos e andamos pra Pernambuco. Da mesma forma que fazemos com o Espírito Santo, veja só, e ele está bem aqui no Sudeste. Ou o Paraná, o Mato Grosso. Muitos são bons destinos para férias e olha lá. Isso não é preconceito. É opinião. E antes que me critique responda: o que você acha da Etiopia? E de Roraima?

Obrigado pelo educado comentário, a propósito.

O segundo e-mail, do amigo Anônimo, rebate minha reclamação ao Setor Lixo, as numeradas cobertas. Vejamos:

"Concordo com qse td, mas vc dai voce chamar de LIXO quem vai ao estadio e fica nas cadeiras cobertas (voce chamou TODOS)!
Se liga né carinha, quero ver o dia que vc quebrar a perna e quiser ver o jogo, ou entao o dia que seu avô quiser ir no jogo mais nao poder ficar 45 mins em pé, ou até qdo voce for um "avô"!

Voce nao é melhor ou pior pq vai na arquibancada, ou entao pq tem um blog do palmeiras!!

Como voce quer ter uma bela torcida, se logo voce fala essas asneiras?!?

Entao amigao, RESPEITO (pois o respeito é uma das caracteristicas que nos diferencia de nossos rivais)!"

- Amigão, em primeiro lugar se identifique. É sempre mais interessante, e sensato, responder a alguém que você sabe quem é.
- Sendo sucinto: qualquer generalização é estúpida. Posso ter transmitido essa sensação, mas acredite, não foi intencional. O Setor Lixo tem muita gente que frequenta e presta, qu apoia, que vibra. Mas é, de longe, nosso maior adversário. Mais até do que aquelas cadeiras cinzas do outro lado. E isso acontece porque boa parte dos seus lugares é destinada a conselheiros (não são todos, por favor) sanguessugas e vermes com carteirinha de diretor. O Palmeiras hoje é provinciano graças a essas almas nefastas que exploram a imagem do clube há decadas. Não apóiam, não vibram, não silenciam. Vou te confessar uma coisa anônimo, eu mesmo quase nunca participo dos gritos da torcida. Só canto o hino do clube. Essa é minha pátria. Em contrapartida, sou incapaz de xingar um garoto de 19 anos no primeiro passe errado. Ou então, em coro, xingar Wendel porque tirou uma bola errada. Isso não é atitude de torcedor, é coisa de sem vergonha mesmo. De oportunista. De quem sempre vê o copo meio vazio, para poder se sentar naquelas cadeiras de plástico amarelas e lamentar em voz alta como era bom ver a Academia. Isso é coisa de porco, na acepção rota da palavra mesmo. Isso eu não admito.
- Entenda a crítica ao Setor Lixo como a personificação desse palmeirense derrotado, não generalize.
- Só pra constar, já fui algumas boas vezes lá. Mas nunca tive esse comportamento oportunista. Aliás, o que nos difere dos demais é exatamente isso. Não ser oportunista. Porque respeito no futebol, é papo pra freira virgem.

Saudações Palestrinas.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

É assim que as coisas funcionam.


O Sport é um daqueles eventos futebolísticos que aparecem a cada 10 anos. Como era o São Caetano, como já foi o Bangu, enfim, trata-se de um miserável que encontra uma malinha de dinheiro e trata de gastar tudo em pinga e vagabundas de fim de noite (ou carreira), até que a magia se vai e retornam a insignificancia que o destino lhes concede, ainda que vez ou outra sejam agraciados com sorte maior.
Pois bem, passado o primeiro jogo dessa segunda fase, com brilhante e suficiente vitória palestrina, alguns pontos surgem na minha cabeça, e vale compartilhar com os amigos:

- Guilherme Beltrão, seu sem vergonha, vai dizer o que desse argentino que apitou o jogo? Você, no alto do seu caráter e inquestionável racionalidade, bem que poderia agradece-lo com uma daquelas biscates que seus rapazes pedem pra subir ao quarto em plena concentração, certo? Como eu sei? Vai a sua própria declaração, publicada hoje no UOL:

"Correu tudo bem. Fomos muito bem recebidos pelo Palmeiras e não ocorreu
nada com a torcida local até o momento. Teve só alguns rapazes que foram
ao bar do nosso hotel para beber cerveja de dez reais e ficar
provocando, mas já estamos acostumados com isso”, declarou Beltrão antes
do duelo entre Sport e Palmeiras no Parque Antarctica, pelas
oitavas-de-final da Copa Libertadores.

- Outra: as cervejas de dez reais são pagas com dinheiro próprio, bem diferente dos senhores, que carregam 20, 30 torcedores as custas da exploração de sua própria torcida, ao cobrar exorbitantes 100 reais por um pedaço de cimento sujo naquele retiro.

- O Palmeiras hoje jogou o que pode, foi guerreiro, não desistiu, mas há de se convir que enfrentar alguém que abdica do futebol sugere partidas assim. Fomos bem e repito, vitória suficiente.

- Destaque positivo pra Pierre, como sempre, Ortigoza, CX10 e Keirrison sim, porque o garoto correu muito e foi fundamental.

- Destaque negativo para aqueles mesmos 2 mil lixos que insistem em se proteger da chuva sentados em cadeiras com encosto e uma senhora falta de paciência.

- Por fim, uma dúvida: público pagante diz respeito aos ingressos vendidos ou torcedores que passam as catracas? Porque então, das duas uma: ou não se contabiliza tudo o que se vende, ou não entram todos os que compram, o que, das duas formas, sugere algo lamentável. Como o público pode ser de 24 mil pagantes se até a tarde de hoje tinham sido vendidos 25 mil ingressos, conforme nota da própria assessoria de imprensa?

E pra quem não acreditava mais, vale a lembrança.

Saudações Palestrinas!